Pesquisa sobre os fotógrafos

Sebastião Salgado

Sebastião Salgado, nascido em 1944, em Aimoré, Minas Gerais, é considerado um dos maiores mestres da fotografia humanista. Seu vasto trabalho é fruto de diversas viagens por dentro e fora do Brasil, lembrado frequentemente pelo seu trabalho na série Gold, que após conviver entre os mineradores da Serra Pelada por 30 dias, retrata as suas duras condições de trabalho em 1986 na considerada maior mina de ouro a céu aberto do mundo. Também ressalta-se suas obras nas séries “Sahel: O Homem em Agonia”(1986), “Trabalhadores” (1992) e “Terra” (1997), todas com ênfase na retratação dramática da desigualdade social.
  Além do importantíssimo registro histórico, Salgado também destaca-se pelas brilhantes técnicas utilizadas em suas fotografias, que ao combinar o uso do preto e branco com composição e níveis de exposição precisos, resultam em trabalhos impactantes.

Garimpeiros em serviço - Sebastião Salgado

- Denúncia social - más condições de trabalho, a falta de segurança é destacada em primeiro plano;

- Hiper profundidade do campo - preocupação em mostrar toda a cena e o contexto;

- Dinamismo - captura o movimento;

- Sentimento de inquietação;

- Linguagem hiper realista - primeiro plano muito próximo à câmera;

- Contraste seletivo - sensação de profundidade.

- Com posição semelhante à espiral de Fibonacci

- Existe uma maior densidade no segundo plano

- Dificuldade de distinguir as pessoas dos sacos


Curiosidade sobre a fotografia:

A Serra Pelada foi invadida por milhares de garimpeiros à procura de ouro durante a década de 80 e ficou conhecida como formigueiro humano. Na fotografia, Sebastião Salgado conseguiu captar essa metáfora, visto que, é possível observar uma grande semelhança entre os humanos e as formigas, já que ambos trabalham carregando os materiais em fileiras durante dias e noites, além da grande quantidade de pessoas em um local muito extenso que, visto de longe, parecem muito pequenas.


Pinguins-de-barbicha se atiram de iceberg nas ilhas Sandwich do Sul, mergulhando no Atlântico Sul (2013)


 

- hiper-realismo , baixo contraste (apesar do preto e branco), nada é
absolutamente preto nem absolutamente branco, riqueza de detalhes que não
se perdem. Utiliza ângulos que dão a ilusão de que o fotografo estava dentro da
cena em questão, quase como se participasse.
- (em específico para esta foto) A composição executada de forma diagonal é
marcada pelos pinguins preto e branco contra o fundo branco da neve, e aponta
precisamente para o maior enfoque da fotografia, o pulo da fila de aves em
direção ao mar. A cena é emoldurada pela água e rochas, que apesar de
ocuparem grande parte do cenário, não competem pelo foco principal, pelo
contrário, contribuem para a dramaticidade da obra.
- A região preta entre a rocha e a neve causa uma snesação de profundidade.
- Composta por linhas na diagonal em direção ao mar.

Mapplethorpe

- Fotógrafo estadunidense conhecido pela sensibilidade no tratamento de temas como o sadomasoquismo e a homossexualidade;
- Uma de suas vertentes mais impactantes são suas fotografias eroticalizadas (tem o poder de transformar uma simples flor em uma imagem de pura sensualidade);
- Obras artísticas em sua maioria são nos tons pretos e brancos.


- A flor branca possui destaque sobre o fundo preto
- A flor aparenta estar dançando como uma bailarina, ela transmite mistério e sensualidade
- Na segunda imagem há um contraste da boca escura com os panos brancos


Albert Renger-patzsch

- Foi um fotógrafo alemão, nascido em 1897, que se formou em química e depois se dedicou a fotografia publicitária publicando vários livros sobre o mundo técnico e industrial.
- Tinha um estilo de Renger objetivo e preciso que se afastava das tendências vanguardistas da época.
- As suas obras são de grande exatidão e precisão, defendendo o caráter artesanal da fotografia frente à experimentação realizada pelos fotógrafos mais vanguardistas.
- Seu trabalho ajudou a renovar o realismo fotográfico.
- As fotografias de Patzsch são muito interessantes para ajudar a entender em que ordem um espectador faz a varredura da imagem.
- Seu objetivo era buscar a essência subjacente e a universalidade de todos os objetos do mundo.
- Em um estilo afiado e focado na matéria, seu trabalho exemplifica a estética da nova objetividade que floresceu nas artes germânicas durante a República de Weimar. Assim como Edward Weston nos Estados Unidos. Renger-Patzsch acreditava que o valor da fotografia estava na sua habilidade de reproduzir a textura da realidade, e de representar a essência de um objeto. Ele disse: “o segredo de uma fotografia-o qual, como um trabalho de arte, tem qualidades estéticas-é seu realismo. Deixe a arte para os artistas e empenhe-se a criar as peculiaridades da fotografia se pegar as da arte emprestadas, e assim as fotografias vão durar graças às suas qualidades.”



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