Formulação em dupla sobre os objetos
Os lápis de cor são objetos utilizados como materiais artísticos práticos de usar que permitem controlar as cores aplicadas na arte, porém, possuem tonalidades limitadas e são finitos, os quais precisam ser apontados para garantir a utilidade. Além disso, subjetivamente, eles representam a multiplicidade e a possibilidade de garantir a diversidade no dia a dia, pintando tanto a energia quanto o ambiente e os acessórios. Assim como dito pela Mesa-redonda no texto "Animação cultural" de Vilém Flusser, os seres humanos não podem progredir sem os objetos, e os lápis de cor não são uma excessão, afinal, como é possível viver feliz em um mundo preto e branco?
O fone de ouvido como objeto possível de representatividade subjetiva representa um isolamento pontual do indivíduo em relação ao ambiente externo, uma introspecção e ao mesmo tempo imersão naquilo que o ouvinte escolheu escutar, trazendo sentimento de privacidade e pessoalidade. Já em seu âmbito objetivo, o fone tem função determinada de transmitir sons em intensidades variadas manualmente pelo usuário, sendo um objeto individual. É ainda recarregável ou não, dependendo também de outros aparelhos para sua funcionalidade e da escolha do usuário. Essa dependência está diretamente relacionada com o que vimos no documetário "O dilema das redes", pois constantemente usamos os fones de ouvido como acessórios para os nossos celulares e computadores, então somos dominados por eles assim como pelos nossos aparelhos eletrônicos.

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